Localizado em um território montanhoso de clima Tropical de Altitude o terreno se encontra em uma elevação de 900 metros na assim chamada “cidade alta” de Juiz de Fora. 
Depois de reconstruída a topografia deste lote de condomínio periurbano, a plataforma de aterro criada é um jardim suspenso em relação a Mata Atlântica nativa confrontante. Dessa forma o quintal elevado desfruta agora das vistas da copa das árvores nos 24m correspondentes a medida de fundos.
A casa se instala neste novo chão construído 3,5m abaixo da rua e 6,5 acima da mata.
Pela forma trapezoidal do terreno o pavilhão se aproxima da lateral leste e reserva para o outro lado o jardim que se alarga em direção a mata.
Assim instalada, mesmo com dois pavimentos, a casa se mantém discreta em relação a rua e mais próxima de seu quintal.
O acesso se dá pela garagem como praça coberta. A partir dali uma passarela orienta o percurso e dispõe, junto a rampa externa e a escada interna, a organização do desenho da casa.
Os espaços de permanência no pavimento superior são distanciados da rua pelo vazio do jardim coberto onde foi instalada a rampa que leva o visitante aos espaços de convivência.
A construção busca não ocultar nenhuma de suas etapas. Tem sua estrutura modulada (3.6m x 3.6m) em aço, vedações e lajes em perfilado de aço leve galvanizado com fechamentos em placa cimentícia aparente e gesso acartonado. Além da pré-fabricação a madeira de reúso foi oportunamente aplicada sobre as vigas conformando rampas, passarelas e plataformas sob o sol ou a sombra.
Foram desenhados dispositivos móveis a fim de equalizar a ambiência da casa: um teto móvel no jardim coberto e quatro painéis quebra sol na face oeste, de modo a fazer possível que mudanças aconteçam ao passo do clima.

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