Diante de um orçamento exíguo o projeto propõe conformar casa e quintal de maneira contínua e indissociável. O quintal abrigará um jardim, não como área residual nos fundos ou na frente do lote, mas um jardim que acompanha e envolve a construção mesmo em lote comumente estreito.
As pequenas partes do programa foram agrupadas em bloco térreo - o mais longilíneo possível junto à divisa lateral, para reservar amplitude máxima às áreas externas. A fundação da casa é uma laje de concreto armado. O avanço central desta plataforma faz da sala uma caixa de vidro mergulhada no jardim.
Associada à alvenaria, a estrutura modular em madeira foi montada com peças desdobradas de dormente ferroviário: pilares, vigas e caibros apóiam o teto de tábuas coberto por telhas metálicas.
A pintura foi eliminada com adição direta de pigmento ao reboco.
O esqueleto se prolonga para além da área coberta formando pérgulas tutoras de plantas trepadeiras, uma forma de estender o jardim do chão para as paredes e o teto.
Em um primeiro momento esse quintal foi um terreiro, mas a casa incompleta estava a espera de sua outra metade: o jardim - espaço intermediário entre a casa e o mundo.
Local: Juiz de Fora - MG
Área Construída: 200m²
Ano do projeto: 2013
Ano de construção: 2014
Arquitetura: Márcio Flávio Motta
Fotografia: André Miguel Coronha
produção: José Leonardo Afonso
assistente de produção: Bernardo Barcellos